terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Convite pra um churrasco baiano...


         Doido, vamo fazer um churrasco? Agora eu to liso, liso... Mai mainha tem uns miúdo de bode, umas posta de peixe... Tu traz um cervejinha... Quer dizer... Traga não... Só traga se tiver em casa, se for pra sair deixe... Já quero fazer o churrasco pra gente não ter trabalho com nada no domingo...
         Olhe, outra coisa.... Veja se chega cedo... Umas 5 da tarde, até porque mãe é quem vai temperar a carne, e mãe acorda cedo, 3 horas ela já ta em pé. E chegando cedo é bom que a gente almoça logo e termina logo... Queria ver se dava pra ver o Big Brodi ainda...
         Agora num traga Lêda não, ta massa? Toda vez Lêda chega aqui em casa, num traz porra nenhuma e num ajuda na hora de arrumar.... Final do dia é mãe tendo trabalho de jogar copo e prato de plástico no lixo... E Lêda quando bebe me cansa, fica falando muito... Dá uma preguiça de ouvir tão grande...
         Sim, só pra num deixar o resto do papel em branco... Tu vai passar carnaval aonde, hein? Esse ano eu não vou passar aqui não... Quase num to dormindo nessas férias... Durmo depois do Big Brodi e acordo depois do Jornal Hoje, to um caco... Vou ver se tiro esse carnaval pra descansar um pouquinho em João Pessoa.
         To cansado de escrever, vou lá , visse? Qualquer coisa tu liga... Só escrevi isso aqui porque meus créditos acabaram e fiquei com preguiça de comprar mais... 

Flw!

*Os erros de purtugueis sam propositas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Bem vindo a Porto Príncipe, por favor, tire seu celular do vibra call!




          O Haiti ta acolhendo de braços abertos gente de todos os lugares do mundo. Os haitianos tão perdendo uma boa oportunidade de faturar uma grana com esse tumulto todo. Tem várias atividades emergenciais que eles podiam fazer pra tirar algum. Vou deixar aqui algumas idéias, caso algum nativo leia:

1- Vender picolé caseiro para repórteres – Trabalhando o dia todo, embaixo de sol e poeira, com certeza os nossos amiguinhos jornalistas não rejeitariam um bom picolé caseiro.

2- Conceder uma exclusiva para Sonia Abrão – Te renderia no mínimo, no mínimo... Bem por baixo... O dinheiro de uns 10 merchandisings do programa.

3- Ludibriar um gentil soldado americano – Essa é fácil, é só dizer que tem certeza que viu uns barbudos de tramóia pros lados da base deles (Sugiro não aceitar donativos, peça que a forma de pagamento seja no “Green Card”, eles vão saber do que se trata).

4- Vender CD’S piratas da Lady Gaga na base da Argentina – Simplesmente vão achar um luxo! Ahhh! Pra ajudar nas vendas, comece sempre com a frase: “Não faz a louca, eu sei que você gosta...”

5- Mandar uma carta pro Gugu – Com a baixa audiência que seu programa anda tendo, ele não pensaria nem duas em te arranjar uma casa e alguns trocados!

6- Se for homem, ou meio fresco, fazer um vídeo defendendo a Xuxa. Se for mulher, de preferência meio gorda, passear de minissaia perto das bases militares – Pensando bem, esses não te renderiam dinheiro... Só fama momentânea.

          Bom, fica a dica. Espero que tenha ajudado um pouco! E que a mídia, deixe seu país e seus mortos em paz! 

*Sei que pra muitas pessoas esse texto vai ser ofensivo. Gostaria de deixar claro que sou comediante, não um Datena (Se bem que nesse caso fui bem perto dele, usei da desgraça dos outros pra fazer meu trabalho).

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Amigo da onça!



Todos os anos participo de alguns amigos secretos. Todos os anos são os mesmos presentes. Com certeza há uma indústria de maus presentes! Coisas estúpidas de vidro, madeira e plástico. Se amigo secreto fosse bom, não chamariam de “secreto”.

Teve um ano que ganhei um “Kit Porta Caneta/Clips – Preto”, a pessoa disse que achou ideal pra mim! Não poderia haver uma melhor maneira pra ela me dizer: “Recusei-me a fazer o menor esforço para comprar um presente.” Não é só pelo desleixo de comprar qualquer coisa, mas principalmente pela falta de compaixão pelo próximo. Onde diabos ela pensa que eu vou guardar um “Kit Porta Caneta/Clips – Preto”? Provavelmente ao lado do meu “Distribuidor de Clips Ergologic Cinza”.

Nada pode destruir o clima amistoso e sereno de um amigo secreto. Quase nada. A única coisa que pode quebrar o clima harmonioso, entre os colegas, é: “Você gostou do presente?”. A resposta mais coerente é: “Gostei, era exatamente o que eu precisava”. Mas não tem como disfarçar. E é sempre aquele gordinho suado, que quer se “entrosar” com a “turma”, que pergunta isso. Não satisfeito, e percebendo sua expressão de insatisfação, ele prossegue: “Não, pq se você não gostou eu to com a nota aqui...”. Um pensamento em comum, quase como uma telepatia, se faz presente na sala: “Faz um rolinho com ela e enfia no cú, rolha de poço!”.

Não adianta, como uma “lei de Murphy”, o valor do presente que você deu é no mínimo 20% maior do que o que vai receber. Mesmo recebendo a mesma coisa que deu, o filho da puta que comprou, foi um dia antes na loja, pegou uma puta liquidação, e você, por algum motivo "cósmico/desconhecido", se “fufu”.

Queria ser amigo do Amaury Jr., Chiquinho Scarpa, Narcisa Tambor-algumacoisa. Aí sim, valeria à pena participar de amigos secretos. Seria um prazer receber “Armanis”, “Rolexs”... Aproveitaria pra descontar toda frustração de uma vida. Repassaria algumas lembrancinhas bem “bacana” pra eles... “Kit Porta Caneta/Clips – Preto”, “Distribuidor de Clips Ergologic Cinza...".



Pirataria de outrora!


   Chega a ser absurdo se imaginar sem os “piratex” da vida. CDs, DVDs, relógios, perfumes, telefones, computadores, livros e até linhas aéreas (vide Gol e Azul)! A pirataria, muitas vezes, é mais rápida do que as próprias matrizes! O filme “Tropa de elite” conseguiu chegar mais rápido nas ruas do que nos cinemas. O último CD do “Michael Jackson”, também vazou antes do seu lançamento oficial. (O único produto pirata que consegue ser mais lento que sua matriz é boneco do “Rubens Barrichello”. A expectativa é que até o natal o genérico saia).

   Seria hipocrisia dizer que a pirataria não facilita nossas vidas. Economizamos, e muito, com ela! Penso nos tempos dos nossos pais, melhor, dos nossos avós. Não acontecia isso! Não existia tal advento. Minha avó, por exemplo, economizou muito pra comprar um LP do “Agnaldo Timóteo” (depois que ela ouviu a música que queria, veio uma tal de “Mamãe, mamãe, mamãe... ‘Nananam’, chinelo na mão...”, ela tentou reaver seu dinheiro sem sucesso). Minha mãe adorava “Wanderléa”, mas não tinha dinheiro pra comprar o LP dela, então rezava para que tivesse um “assustado” pra ela “filar” (termo usado pela própria) o som. (Agora entendo pq chamavam de “ASSUSTADO”. A ideia de uma festa regada a “Wanderléa” realmente é apavorante).

   Talvez se houvesse pirataria antigamente, minha mãe tivesse mais acesso a determinados produtos, chamados de “elitizados” na época, e consequentemente fosse mais esclarecida política/culturalmente (ela podia até ter ajudado aos militares, poderia deixar o movimento com uma cara mais popular/fashion/honesto/clean). Talvez se houvesse pirataria antigamente, milhões de pessoas não teriam se apavorado tanto com “O exorcista”, no cinema (ou se apaixonado por aquele rostinho lindo, maravilhoso, perfeito, “ai meu Deus!”, do Collor).

   A pirataria vai além da simples economia/comodidade. Com certeza se vivêssemos sem a pirataria, teríamos uma cultura atual diferente (eu, por exemplo, não teria completado minha coleção de CDs do “Calypso” e do “Milton Nascimento”). Mesma coisa nos tempos de outrora, se houvesse pirataria, as pessoas da época teriam uma cultura, um estilo de vida bem diferente.